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PERGUNTAS FREQUENTES
Qual a diferença entre a análise de tensões por elementos finitos e a extensometria?
Pode-se dizer que as análises são utilizadas em situações diferentes e que, de certo modo, podem ser consideradas complementares. A extensometria é útil quando não se conhece ao certo algum dado necessário para a análise, ou para confirmar valores encontrados na análise por elementos finitos.
As vantagens da análise por elementos finitos são: não há limitação (a falta de acesso para a leitura por extensometria, por exemplo), em vários casos seu custo é menor e é possível o cálculo em várias condições em que a extensometria é inaplicável (Ex: altas temperaturas, cargas dinâmicas ou regiões inacessíveis).
É importante levar em consideração que uma extensometria feita em um componente complexo, sem o prévio conhecimento da distribuição das deformações não terá bons resultados e por isso deve ser precedida por uma análise por elementos finitos, que indicará a correta localização dos extensômetros.
O Código ASME prevê o uso da análise de tensões por elementos finitos para o dimensionamento de vasos de pressão?
Sim, os Códigos ASME Seção VIII, Divisão 1, Parágrafo UG-23 (c) e (e) ; Seção VIII, Divisão 2, Apêndice 4 e Seção VIII, Divisão 3, Parágrafo KD-230 fornecem os critérios para as avaliações das tensões encontradas.
Qual é a precisão da análise por elementos finitos?
Se os dados fornecidos forem corretos e o modelo for adequado, a precisão é muito alta. Em casos em que foram comparados resultados da análise por elementos finitos com a extensometria de precisão de células de carga, a diferença encontrada foi de apenas 0,3%.
A análise elástica é válida quando ocorrem deformações plásticas?
Sim, quando não ocorrem distorções generalizadas. Nas faixas usuais de tensões, os elongamentos plásticos são localizados, a deformação da estrutura é a mesma e os critérios de tensão admissível por deformação plástica ou fadiga trabalham com a tensão "pseudo-elástica", que é a tensão calculada em uma análise elástica linear.
Qual o software utilizado pela TRESCA para a análise de tensões?
A TRESCA atualmente utiliza o programa ANSYS.
Deve ser feita análise de tensões para avaliação do fenômeno de corrosão sob tensão ("stress corrosion cracking")?
Deve ser feita a análise apenas no caso de se conhecer o comportamento do material na condição de operação. O fenômeno de corrosão sob tensão depende de muitas variáveis como temperatura, concentração, meio químico, além da tensão, e por isso é difícil determinar um critério de avaliação das tensões encontradas. |